domingo, 31 de janeiro de 2010

Eu falo...

Eu falo. Pode parecer chato, perfeccionista, mas eu falo. O time do Palmeiras não existe. É um aglomerado dependendo de tardes felizes de Diego Souza e Cleiton Xavier. Eu falo, por exemplo, que é inadmissível um time que se julga profissional ter UM atacante. E um avante fraco. Na moral, Robert é bom jogador, nada mais. (e sem concorrência fica acomodado) E também uma equipe ter três zagueiros, e dois deles não estarem à disposição já no terceiro jogo.

Hoje teve clássico. Corinthians x Palmeiras. Ronaldo não jogava pelo lado alvinegro, mas era de menos. O Palmeiras tinha um desfalque bem maior, Diego Souza. E ainda o jogo era no Pacaembú. Portato, tudo a favor do Corinthians para o clube quebrar o tabu (que tanto adora a imprensa) de não vencer o clube alviverde desde 2006.

O jogo começou como todo clássico. Equlibrado, muita disputa no meio. Eis que Armero fez falta boba. Tcheco cobrou, Jorge Henrique fez de cabeça. Antes de mais nada, por melhor que seja o atacante, não dá pro zagueiro não marcá-lo por jogo aéreo. O rapaz não tem nem 1,80. Edinho resolveu marcar a bola. 1x0.

Aqui, neste gol, fodia tudo. Pensemos na parte tática. Zagueiros, laterias que não são muito bons atacando. Acertam raros cruzamentos. Três volantes. Claramente o negócio de Muricy era contra-atacar. E dependia tudo dos pés de Cleiton Xavier. Numa metida de bola para Robert. Esse gol melou tudo.

Ainda acendeu uma esperança nos time alviverde quando Robertos Carlos, num lance absolutamente infantil, foi expulso. Rigor excessivo por parte do árbitro? Talvez, mas não pode-se dizer que foi absurdo. O juiz fez certo. O carrinho foi imprudente. Foi o típico "jogar pra torcida", mostrar vontade. Excesso.

Porém, o time precisava agora trabalhar bem a bola. Só isso, tocar rápido para entrar. Cleiton Xavier era, contudo, o único que poderia fazer isso. Não vamos esperar de Edinho e Pierre, criação. É pedir ao cozinheiro que vá mexer em mecânica. Xavier foi bem marcado e a diagonal não era feita.

Iarley voltou a ser meio campista, com revezamentos na lateral-esquerda. Na prática, o Corinthians só não tinha mais a referência, especialmente no segundo tempo. Para marcar e cntra-atacar era normal. E convenhamos, não tivesse o expulso, "Ronaldo" jogando não faria NADA. (pensando em marcação) O risco era toque rápido, pensando mais no desgaste.

Eis que entrou em campo a mania Muricy de ser. Chuveirinho atrás de chuveirinho. E nada. Felipe pouco trabalhou. Fez defesas básicas, normais de um jogo 11 contra 11. O motivo é simples. Quando adota-se o chuveirinho, simplesmente anula-se qualquer vantagem numérica. Não vão onze pra área. Nem10, nem 9. Vão os 4 ou cinco de sempre. Cada um marca o seu. Sem dificuldades.

Portanto, o Palmeiras pecou ao escolher seu estilo de jogo. Não na marcação incial, pois pensava mesmo que deveria pôr um time mais marcador, mas ao só jogar bola pra área, você mata sua vantagem numérica. O segredo é rodar rápido a bola para usfruir de tal vantagem. Não se fez.

E assim, o resultado tornou-se justo. O Corinthians foi muito melhor no que se propôs a fazer e mereceu a vitória. O Palmeiras foi, além de incompetente, burro. Não soube usar a vantagem, como já não tinha feito contra o poderoso e perigosíssimo Monte Azul, quando não conseguiu tocar a bola nem com um a mais.

E o Palmeiras prova cada vez mais que tem um time razoável. E um elenco horroroso. Aliás, onde se leu time, leia-se Cleiton Xavier e Diego Souza. Não jogar os dois, ao mesmo tempo, chance zero de vitória.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Onde encaixar Robinho?

Hoje começou mais uma rodada pelos estaduais do Brasil. O Santos recebeu o Oeste e repetiu sua constante: criou bastante, perdeu muitos gols, mas venceu. Jogando relativamente bem novamente. Neymar destruiu com o jogo, sendo o melhor em campo. 2x0 ficou de bom tamanho.

Porém ao término da partida veio a dúvida: onde escalar Robinho? O Peixe hoje tem sua linha de quatro na zaga, relativamente fraca. Mas aqui nada deve ser alterado. No meio, tem o volante marcador. Um segundo volante. Ganso, Marquinhos e Neymar no meio, encostando no André. Um 4-2-3-1 clássico. Robinho tem que entrar. Sem dúvidas. Veio pra jogar.

Na zaga não tem o que mexer, nem no esquema. Os três do meio também são um tanto intocáveis. Alguém em sã consicência vai tirar Ganso? Não. Neymar tampouco. Os dois são intocáveis. Marquinhos também não pode sair. É a experiência do meio santista.

Ao que parece o jeito é tirar o menino André, ficando sem a famosa referência. Isto, porém, não traria problemas maiores, a meu ver pelo menos. O Santos tem um estilo de jogar que não exige essa referência. Os dois gols de hoje não tiveram o trabalho da referência. Poderiam ocorrer sem centro-avante normalmente, sem dificuldade.

E ao que parece será mesmo André que perderá seu espaço no time. Ainda há quem cogite uma inovação. Tirar um dos volantes, puxando Marquinhos para o papel. Isto, porém, tornaria o time bem ofensivo. Todavia, é plenamente viável, desde que haja compromisso de todos na marcação, especialmente de Robinho, voltando para recompor o meio-campo. E aí que fode tudo.

Enfim, são possiblidades. E a mais viável é mesmo a saída de Andre. Vejamos o que fará Dorival.

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-Pelo carioca, o Botafogo tomou um passeio do América, que perdeu mil gols. O Fogão venceu, mas não convenceu. Longe disso. E o time mostra-se muito fraco. É a base do quase rebaixado em 2009. Manter a base um Palmeiras, quase campeão, é correto. Manter a base um quase rebaixado...

-No Mineiro o Cruzeiro tomou um vareio de bola e perdeu por 3x0 do Ipatinga. Foi determinante porém um erro do juiz. Penal mal marcado com expulsão injusta. Mudou todo jogo. Porém, é bom que se diga, antes do pênalti o Ipatinga já dominava as ações. Amplamente. E que o Cruzeiro jogou com um mistão. Mas nada de reclamar. Adílson reconheceu a vergonha, como tem que ser.

-Na estreia de Jorginho, o Goiás venceu o Vila Nova e deixou a lanterna. Lanterna...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

1x0, e foi muito

O futebol é a arte da injustiça, como já disse varias vezes. Mas também é a arte da ironia. É uma fonte inesgotável de ironias. Vide o Palmeiras. Contra Ituano, o time jogou muita bola. Só não fez nevar. Criou mil chances de gol. Não matou. Ironia do destno quis que o placar fosse aberto no único contra-ataque palestrino. Ironia que quis também que um time que jogou muita bola terminasse apenas empatando.

O time era titular, jogo em casa. Hoje, o Palmeiras foi jogar "fora". Ribeirão Preto (diga-se, a torcida foi sensacional, apoiou o tempo todo). O adversário era o Monte Azul. A equipe não tinha Marcos, Léo e Diego Souza. Ou seja, tudo pra dar errado. A equipe ainda colocou a base em campo. Gabriel Silva estreou na esquerda. João Artur no ataque. Eu gosto disso. Aliás, torcedor, em geral, gosta disso. Adora jogador da base, pois já tem certo valor com o clube, geralmente tem vontade. Foi o que se viu. Gabriel não foi espetacular, mas participou, cruzou, foi ao ataque (poderia não ter feito, com emdo de tomar bola ans costas). Artur jogou muito bem. Não teve medo também, prtiu pra cima, criou várias chances. Gostei da dupla. Mas é sempre um risco.

Todavia, de qualquer forma, era um time bem desentrosado. E um time sem zagueiros. No quarto jogo da temporada, o Palmeiras só tinha um beque para escalar. Edinho estreou improvisado na zaga. (Sensacional esse planejamento. Quem fez?) Diga-se, foi bem. A torcida até cantou seu nome. Não vai resolver muito, mas é jogador útil. Acho que terá que jogar na zaga mesmo, ou no meio, tirando Sacconi ou Márcio Araújo. Mas tornará o time mais defensivo. No lugar do Pierre, onde entraria certo, nem se cogita. Pierre é ídolo. Quando chuta a gol, é ovacionado. Mesmo que o chute seja horível.

O jogo não tem muito o que falar. O Palmeiras começou pressionando. Jogadas vindas sempre do ótimo Cleiton Xavie e do promissor e já real Deyvid Sacconi, um menino que sempre elogiei. Mas era pouco. Difícil criar algo. A pressão não dava em muita coisa.

Eis que aos 30, o juiz deu aquele pênalti que chamo de "mandrake". Bola pra área, e ele aponta a cal. Foi pênalti? Sim. Teve empurrão? Teve. Mas tiveram outros também, do prórpio Danilo no lance, e em outras jogadas. Ele não marcou... Por isso julgo "mandrake". CX bateu com paradinha, e o goleiro quase pegou. Quase e nem ir na bola são a mesma porra, então...1x0.

O jogo seguiu assim. Não tem nada pra comentar. Não teve lance polêmico. O Palmeiras jogou com vontade, como pôde. Time todo remendado. Teve o contra-ataque e não aproveitou. A falta de entrosamento e o desgaste pesaram. O time não conseguiu tocar bola com um a mais. Cansou. O Monte Azul se empolgou. Mas é muito fraco e nada fez. Porem irritou Muricy. O time hoje apresentou os problemas do modelo 2009. Não lembro de muitas defesas do arqueiro do Monte Azul. Juro que não lembro de nenhuma do palmeirense Deola. Jogo horroroso, com placar perfeito. 1x0 pro time que jogou melhor, ou "menos pior". E, claro, num jogo ruim desses, só podia ser gol de penal - e discutível - mesmo.

Irônico que quando jogou bem, o Palmeiras não venceu. Hoje jogou mal e venceu. Tudo bem jogar mal, desde que vença. É nossa mania de resultado...

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O Santos meteu 5 no Barueri. Essa meninada do peixe é boa demais. O time é envolvente, cria mil chances de gol por jogo. Time do Dorival sempre joga bem. Impresionante. O Santos vai dar trabalho esse ano. e não digo pelos 5x0, pois isso é o de menos, e sim pelo que tenho visto.

O Corinthians empatou com o bom Mirassol. Os problemas de entrosamento começam a aparecer.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Boca x River: um clássico argentino...ou sergipano?

Os estaduais me motivam a buscar curiosidades, especialmente nos torneios fora dos grandes centros. Já falei dos times vitoriosos nos seus estados, mas que este ano estarão fora da elite estadual, e também dos times muitas vezes campeões estaduais, porém que há alguns anos estão vivendo uma "seca" de títulos. Quem não viu pode ver aqui e aqui.

Volto aqui para falar agora de um aspecto que não envolve em nada eventuais títulos, mas que segue nos estaduais. A vez é de Sergipe. Todos por aqui já devem ter escutado, vez ou outra, do Boca Júnior de lá. Não faltam brincadeiras por causa da curiosidade com time argentino, o Boca Jrs. Até aí, tudo bem, uma simples curiosidade. Todavia, vale, para quem não conhece o clube, uma pequena apresentação.

A Sociedade Boca Júnior Futebol Clube foi fundada em 31 de maio do recente 2004. Sua sede fica na cidade de Cristinápolis. Conta com uma torcida fanática que costuma lotar o acanhado estádio Geraldo Oliveira. A equipe chegou a jogar o sergipano de 2008, mas acabou rebaixada e não retornou em 2009, fazendo uma campanha apenas modesta na segundona local.

Só que isto é o de menos. Este ano, folheando a Placar dos estaduais, mal me toquei nos novos clubes. Sentei a comecei a olhá-los, os times que não estavam presentes, os nomes exóticos, etc. E novamente um time de Sergipe me surpreendeu. Em 2010, a primeirona de Sergipe terá a presença do River Plate. (diga-se, o River é de 67, portanto, bem mais antigo que o Boca, que é de 2004)

Isso mesmo! Não é Argentina, mas temos um River x Boca! É sergipano, mas é River e Boca! Diante de tal curiosidade, logo me empolguei. Eis que percebi que o Boca não estava na primeirona. Por consequencia, não teremos o clássico "argentino" em 2010.

Só que em 2009, o Boca também estava na segundona, bem como o River, que subiu justamente no ano passado. Devem ter se enfrentado, pensei. Ledo engano. O regulamento divide os clubes em dois grupos,e por ironia, cada um foi para um lado. O Boca não passou da primeira fase, isso matou o confronto.

Fui procurar anos anteriores. Em 2008, o Boca jogou a primeira, o River não. Sem chances. 2007 não. Ambos na segundona local. O regulamento também separou-os em grupos diferentes. Porém, ao contrário de 2009, ambos passaram de fase. Todavia, na semi-final, o River não conseguir bater o São Domingos, que passou com o empate de 0x0 por ter melhor campanha. O Boca conseguiu bater o Canindé por 3x2 e foi à final.

Não consegui mais registros de torneios. Certamente algum confronto entre eles ocorreu. Apenas eu que não tive acesso. Resta, na ausência de maiores informações, torcer para um bom campeonato do River de Carmópolis, para que o clube se mantenha na elite, e torcer por um acesso do Boca, para em 2011, ocorrer o clássico sergipano-argentino, sergentino ou argentipe.

Ou em 2012, já que dizem que é o fim do mundo. Seria mais uma assustadora coincidência!

Times na "seca"

Chegam os estaduais e eu me empolgo. Tanto para ver os times que não conhecia e que enfim chegaram à elite estadual, tanto para pensar em jogos interessantes e buscar curiosidades. Uma delas foi a dos campeões rebaixados, onde percebi que ao menos nove grandes times dentro do estado estão fora da elite em 2010.

Volto para escrever sobre os estaduais, desta vez pensando nas filas. Tem muito time forte no seu estado que há anos não conquista um caneco. Para quem julga a Portuguesa grande, isso começa já em São Paulo, pois a Lusa não vence o torneio desde 73, e mesmo este dividido com o Santos numa lambança na disputa de pênaltis. Mas não usarei times que geram polêmica. O América-RJ, por exemplo: é grande no Rio? Talvez, mas não possui nem 10 canecos... Então, exceto em estados em que o maior campeão não tenho 9 ou 10 títulos, essa é a base para o time ser "Grande". A dúvida agora é de quantos anos sem título deve-se considerar. Ficarei com o ano de 2002. Último título foi em 2002? Tá na seca...

Baseado nisso, já na Bahia temos "seca". O maior campeão, o Bahia, não vence um mísero torneio desde 2001. Pra piorar, só não viu o arquirrival Vitória campeão em 2006. Drama semelhante vive o Joiville, em Santa Catarina, que também não vence desde 2001.

Confira outros times que estão na "seca":

*Goiânia-GO (14 títulos), não vence desde 1974.

*Ferroviário-CE (9 títulos), não vence desde 1995.

*Tuna Luso-PA (10), não vence desde 1988.

*CRB-AL (25), não vence desde 2002.

*Rio Negro-AM (16), não vence desde 2001.

*Brasília-DF (8), mas o grande campeão loca tem apenas 10 canecos), não vence de 1987.

*Rio Branco-ES (35), não vence desde 1985.

*Desportiva-ES (16), não vence desde 2000.

*Ji-Paraná-RO (8- maior campeão local), não vence desde 2001.

*Operário-MS (9, maior campeão), não vence desde 1997.

*Comercial-MS (7, segundo maior campeão), não vence dede 2001.

*Tiradentes-PI (11), não vence desde 1990.

*Independência-AC (12), não vence desde 1998.

*Macapá-AP (17), não vence desde 1991.

*Amapá-AP (10), não venc desde 1990.

Isto porque não considerei o ano de 2003, onde teríamos incluso os multicampeões estaduais Botafogo (RJ), América (RN) e Sergipe (SE)...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Puta que pariu!

Antes de mais nada, peço perdão delo título, mas ele se faz necessário, pois a expressão “Puta que pariu” é perfeita para resumir o que penso sobre o jogo entre Palmeiras e Ituano. PQP pelos gols sofridos em 10 minutos. PQP por não saber chutar uma bola pra frente. PQP pela incompetência de toque de bola. PQP pela incompetência do planejamento da diretoria e de Muricy. E principalmente: PQP para a maior parte dos torcedores, que simplesmente não vê jogo, vê resultado. Isso se não esqueci de algum puta que pariu.

Mas comecemos do começo, não do final, pois todos os PQP são de pós-jogo, a não ser o da falta de planejamento. A partida entre Ituano e Palmeiras ocorreu no Palestra Itália, e não se esperava algo diferente, nem pelos próprios habitantes de Itu, de vitória do mandante.

O início de jogo fez essa sensação tornar-se ainda mais real. Com quinze minutos já tínhamos duas bolas na trave, uma defesaça do goleiro e uma bola salva sobre a linha. Uma blitz pra ninguém reclamar. O Ituano não conseguia passar do meio campo. Mas estava com cara de "hoje não é o dia". Se com 20 minutos estivesse uns 3x0 pro Palmeiras, seria natural. Cleiton Xavier jogando muito, Diego idem. Robert perdendo gols. Sacconi participando. O Palmeiras jogava muito.

A dúvida lógica que surge dessa pressão inicial é a de sempre: o Palmeiras está massacrando, vai jogar muito, ou foram apenas os tradicionais 15 minutos de blitz? Quem optou pela segunda opção, dançou. O time seguiu na pressão, criando várias chances de gol. Éder fez o que pôde, e a sorte fez o que ele não pôde.

Irônico, porém, é o futebol. O Verdão martelava e não conseguia marcar. O Ituano não saía de trás. Resolveu arriscar. Saiu uma única vez, quase marcou, Marcos fez milagre. E na única oportunidade de contra-ataque, a dupla de sempre resolveu. Pra variar, Xavier meteu uma puta bola, pra variar, Diego Souza definiu. 1x0. O jogo seguiu sob domínio alviverde, mas não mudou o placar.

Contudo, ontem, definitivamente, não era o dia. Na primeira jogada do segundo tempo, o jogador-presidente Juninho, após uma série de lambanças na área de Marcos, tocou no contra-pé do arqueiro, para empatar. Digo não era o dia pensando inclusive que, com o 1x0, o Ituano teria de mudar sua postura. Não teve mais. Era o primeiro minuto da segunda etapa.

Entretanto, ao contrário do que muito se viu em 2009, o Palmeiras não se afobou. Continuou tocando. Xavier impecável. Sacconi idem. Não demorou para o Palmeiras marcar seu segundo tento, com o melhor de Robert: bola aérea. 2x1.

No lance seguinte, a inexperiência pegou. Gualberto, num lance bobo, sem muito perigo, deu um carrinho forte por trás. Foi expulso. O Palmeiras não tinha zagueiro no banco. Passou abtido pela maioria, a este chato que vos escreve, não. Caralho, como um time profissional, no terceiro jogo da temporada, TERCEIRO JOGO, não tem zagueiro? Porra, quem fez o planejamento? Quem montou o elenco? Ah, mas estava machucado. Sim, um vá lá. Dois no terceiro jogo? E outra, esse menino que jogou é da base. Ou seja, o super-Palmeiras tem TRÊS zagueiros? Esse é o elenco? Pára meu... Diretoria é amadora demais. PQP. PQP. E PQP. Três vezes. Isso porque nem comentarei esse time profissional que só tem UM atacante...E oitenta e cinco volantes.

E não só. Olhem o banco do Verdão. Simplesmente não tem. Ah, sim, também chegou Edinho. Agora vai! Cacete. Diego pediu pra sair, não pôde. O motivo? Ia pôr QUEM? Não tem quem colocar. O jeito será a base mesmo. E aliás, o torcedor gosta de jogador da base, porque tem vontade. De qualquer maneira, percebe-se que o planejamento para montagem de elenco foi muito bem feito.

Não sou contra o uso da base. Mas não pode-se colocá-los nessa situação. Para usá-los deveria-se publicamente assumir desinteresse. Algo do tipo "esse ano estamos mal, não conseguimos o elenco desejado, não vamos disputar nada. Entraremos para participar." Assim tira-se a pressão da molecada. E não se ilude o trocedor, porque é isso que ocorrerá. O Palmeiras tem um ótimo meio-campo, Pierre marca bem, Márcio Araújo tem ótimo toque de bola. Xavier e Diego dispensam apresentações. Porém, sai um e já fode tudo. Sacconi ainda ajuda. A defesa é apenas mediana. Ataque nem tem. Alas comuns. E os mesmos problemas de 2009. Perder é normal, mas deve-se tirar aprendizado. Parece que ninguém o fez no Palmeiras, pois a equipe continua sem elenco.

Enfim, mesmo com um a menos, para variar um pouco, Cleiton Xavier deu outro gol. Sacconi, que vem jogando muito bem, marcou. 3x1. Mesmo com um a menos, o jogo era dominado. Relate-se, o Palmeiras jogou muita bola até aqui. Era contra um time fraco? Foda-se, jogava bem. Mas torcedor é torcedor, e só sabe ver resultado...

Aos 35, sozinho, Armero não conseguiu chutar pra frente, acertou Danilo e fizeram um gol à la Pelé-Coutinho. 3x2. E o pior estava por vir. O Palmeiras, se no começo do segundo tempo, continuou tranquilo, relembrou o desespero de 2009. Não conseguiu tocar a bola, recuou. Outra vez Armero chutou mal, a bola foi cruzada, Marcos saiu mal e a bola sobrou para o empate do time de Itu. O jogo ficou uma várzea. O Ituano quase virou. O Palmeiras quase fez também. E ficou no 3x3. Comprovando o que pensei sobre "hoje não é o dia..."

A torcida pedindo jogador ao final está correta, afinal, faltou, o Palmeiras, no final, jogava com 9. Diego Souza estava morto, mas tira o cara e põe quem? Falta banco. A base pelo jeito será solução. A torcida gosta disso, mas é perigoso.

Todavia, uma coisa é constatar a falta de elenco, outra é essa mania de torcedor de analisar só o resultado. Parece que o Palmeiras foi ridículo e apático em campo, que não jogou nada. Torcedor é fogo. Se ganha e joga mal, reclamam que joga mal. Se joga bem e não ganha, não importa, porque não venceu. O São Paulo jogou mal, mas venceu. Ninguém reclama. O Palmeiras jogou muito bem, até 35 minutos,chegou a encantar, mas não venceu, por dois chutes (e se Robert faz o 4x3 no final, certamente todos diriam que o alviverde fez um partidaço etc etc e etc). Paciência. Torcedor é assim. Só não dá pra ouvir do mesmo torcedor que critica o Palmeiras até a esquina, que o Santos deu azar proque criou e perdeu chances. Foi o mesmo caso do Palmeiras, mas torcedor não gosta de ver isso... E outra, ninguém (leia-se esses torcedores analsitas de resultados) percebe como o Palmeiras não conseguia criar nada no fim do ano passado. Ontem, fosse uns 6x3, seria normal. Até mais. Chances estão sendo criadas aos montes.

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-O Corinthians jogou com time reserva, mas venceu o Oeste num jogo horrível. Destaque para o segundo gol do oeste. Uma pintura. Mas foi anulado... E foi como tem que ser. Time grande tem que ganhar de time pequeno, mesmo que com juniores.

-Ronaldinho Gáúcho provou proque Dunga não precisa chamá-lo. Ontem era O jogo, precisava jogar. Não jogou e ainda perdeu pênalti. Cadê o coro por Gaúcho agora?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sobre São Paulo 3 x 0 Rio Claro

Hoje o São Paulo entrou em campo contra o Rio Claro. Quem gosta de resultado, aí vai: 3x0. Pronto, satisfeito? Agradeço a visita. Escrevo isso porque, não vi o jogo, apenas escutei trechos, mas escutei o suficiente da partida, ouvi comentário e li textos a respeito do jogo e tudo aponta para a mesma opinião que formulei ao escutá-lo: o São Paulo não fez um bom jogo.

Peraí, deixa ver se entendi. O time vai lá, depois de dois jogos sem ganhar, mete 3x0, TRÊS A ZERO, e você me diz que não jogou bem? Exatamente. Não consegue entender isso, é torcedor demais para analisar uma partida, já disse, agradeço a visita. Se sobrou algum, vou prosseguir.

Pra começo de conversa, Ricardo Gomes começa a me parecer perdido no comando do Tricolor. Não estou perseguindo o cara, vou explicar. Ele quer porque quer fazer 4-4-2. Já falei aqui, adoraria que ele conseguisse, pois jogar, e como ele tentou, com alas, volantes semi-meias, meias que são atacantes etc, é um time maravilhoso, ofensivo, até bonito. Que consiga (e torço pra isso), mas eu, sinceramente, não creio nisso. Os motivos, já externei, zagueiro, alas, mentalidade e afins.

Todavia, não é no esquema que acho que ele se perdeu. Hoje, o Tricolor começou com Rogério, González, André Dias, Miranda e Júnior César. Paremos aqui. Pra começo de conversa, já coloquei, há um erro. André Dias NÃO SABE jogar nesse esquema. Ele é péssimo. Atacante bom vai engolir o rapaz. O meia boca Marcos Aurélio do Coritiba já o fez em 2009. Aliás, chegou agora o Alex Silva, mais um zagueiro. Com Rodrigo, Renato Silva e o Pirulito, cheio de alas, RG vai seguir com dois beques?

Enfim, o motivo de eu achar que ele estar um pouco perdido, ainda não é esse. Atenção, quem jogou nas laterais? O lateral González e o (de nascença) ala, mas que pode ser lateral, Júnior César. Espera, você me reclama do esquema porque o time usa alas, não laterais, aí o time coloca dois laterais e você vê problema? Tem certeza que o RG que está perdido? Explicarei. Não é o ponto laterais/alas que o faz perdido (isto, a meu ver, o faz incorreto ao analisar o elenco, mas nunca perdido). Os amigos leitores, por um acaso divino, assistiram ao jogo entre São Paulo e Mirassol? Viram? Ótimo. Jogou o time reserva. RESERVA, logo, os utilizáveis num universo de 22 jogadores. Júnior César foi banco. González nem isso, nem relacionado entre os 29 foi. Era, portanto, o 30º do elenco. Pois bem, agora, no time titular, ele me mete os DOIS???? Não serviram pro reserva, agora servem pro titular? Não é um tanto incoerente? Sim, reconheço, sou chato. Muito chato. Escrevo sim muita bobagem, mas se isso não for incoerente, por favor, o que é? Até que o amigo leitor me prove que não foi incoerente, acharei tal medida incoerência pura.

Enfim, de qualquer modo, o Tricolor foi a campo assim. Taticamente, muito melhor, uma vez que Jean e Richarlyson no meio, fariam melhor a marcação. Hernanes ajudaria na criação. Léo Lima idem. O time passou, de ofensivo demais, a defensivo de certa forma. Mas tem um desenho bem mais de 4-4-2.

Só que, por incrível que pareça, o Rio Claro jogou melhor em grande parte do primeiro tempo. A criação Tricolor inexistia. O motivo? Simples, já escrevi, o time tem vocação e mentalidade de 3-5-2, jogando pelas ALAS. Cadê os alas então? Lá trás, esperando. Afunilou o jogo e ajudou a marcação do Rio Claro, que tem um time pra lá de medícore. Mas esse time pra lá de medícore simplesmente dominou boa parte do jogo no Morumbi. O São Paulo estava perdido em campo. Eis que achou seu gol, aos 28, com Hernanes. Futebol não tem justiça.

No segundo tempo, o São Paulo seguiu jogando relativamente mal, mas achou rapidamente seu gol, aos 10, de bola parada (e nisso não tem esquema). 2x0 e matou o jogo. No final, de pênalti, Rogério marcou.

Sim, sou muito chato com minhas análises. Reconheço. Gosto de ver essa parte chata do futebol. E desta vez, ao menos no que vi na imprensa, devo ter razão. Não vi um comentário de "o São Paulo jogou muito", pelo contrário. Ouvi muito "gostei do Rio Claro" e "o Tricolor tem muito a melhorar". O 3x0 foi conseqüencia de um time muito mais fraco. Jogando assim no Brasileiro, o Tricolor vai sofrer.

Gostaria, ainda neste tema, de compartilhar com vocês, amigos leitores, se é que alguém agüentou ler este texto até o final, pois reconheço, está pra lá de chato, a notícia sobre o jogo publicada no Globoesporte.com. Baseiem-se que trata-se de um texto jornalístico, logo, imparcial e com o mínimo de opiniões do jornalista. Quem quiser pode ler aqui: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Campeonato_Paulista/0,,MUL1460508-9839,00.html

Alguns trechos me interessam. Pra começo de conversa, o que acabei de falar neste post, sobre o time querer buscar alas, mas eles estarem atrás, porque tinham função de lateral. Assim escreve a notícia "Como os laterais Adrian González e Junior Cesar não se apresentaram para o apoio, o time, erradamente, começou forçando o jogo pelo meio, o que facilitou as coisas para a marcação do adversário". Simplesmente resume o que acabei de escrever, corroborando até no que falei sobre facilitar a marcação.

Não só isso. O escrito ainda traz "Nos poucos lances em que o Rio Claro atacou, ficou visível a dificuldade da recomposição defensiva do Tricolor". o que vivo falando sobre ESSA defesa no 4-4-2. Miranda não é problema, joga em qualquer um. Mas o André... O Rio Claro atacou pouco, mas quando o fez, levou perigo.

Por fim, ainda na notícia está escrito "No 3-5-2, o time melhorou em campo" Será que eu, alguma vez falei sobre isso? Sobre mentalidade do time de 3-5-2? Acho que já.

Em suma, posso estar bem errado nas minhas opiniões, mas alguma razão devo ter, pois o jornalista Marcelo Prado, autor da notícia, concorda bem com minhas colocações. Não devo estar tão errado assim...

Agradeço aos que agüentaram ler, se houve alguém.